Archive for the ‘Workshops’ Category

Click!

23/05/2012

“A qualidade nunca é acidental; é sempre o resultado de um esforço inteligente.”
John Ruskin

Quando mostrei ao meu filho a imagem que abre este post, ele exclamou: “fixe, pai!” E de seguida perguntou: “como é que fizeste isso no Photoshop?”

Ora, a imagem foi captada assim mesmo, durante o workshop A Arte de Ver, que orientei em Bragança no passado fim de semana. Não tem Photoshop, nem é artifício de qualquer câmara digital hi-tec. Basta selecionar uma velocidade de obturador lenta e premir o disparador enquanto se desloca a câmara na vertical. Tão simples quanto isso.

A técnica, que resultaria de igual forma com qualquer câmara de película, produz um resultado gráfico muito atraente; no entanto, está longe de poder ser aplicada de forma indiscriminada. Basta dizer que não funciona bem com qualquer assunto; e mesmo que se esteja perante o assunto certo – um bosque de coníferas, neste caso – o efeito depende muito do sítio para onde se aponta a máquina fotográfica (fruto do conhecimento da luz) e da distância focal escolhida (resultado da sensibilidade estética e do conhecimento técnico).

A verdade, porém, é que as palavras do meu filho traduzem na perfeição o que vai na alma de muita gente: uma tendência atual para o automatismo, o efeito fácil da tecnologia, o cut and paste travestido de arte. O software e a tecnologia aliciam-nos para isso, é indiscutível, mas só vamos por aí se quisermos.

A criatividade, o sentido estético, a inspiração, a aprendizagem dependem da nossa capacidade cerebral e da nossa sensibilidade… resultando numa espécie de certificado de autenticidade de tudo aquilo que fazemos. E a fotografia não é exceção.

Cumpre-se agora um ano da decisão de abrir as portas de minha casa a fotógrafos que queiram aprender de forma personalizada as diferentes facetas desta arte: aquilo a que chamei SOLO Workshops.

Há quem tenha vindo no verão para passar um dia no campo, exercitando o olhar, tentando perceber melhor as nuances da luz, ao mesmo tempo que conhecia a região; outros escolheram o outono para estudar a perspetiva e a composição, destilando os ingredientes mágicos das imagens até chegar à essência (com a qual começarão a perfumar o seu próprio trabalho); e houve quem preferisse o pico do inverno para, no aconchego panorâmico da sala, aprender a utilizar software de pós-processamento e a produzir impressões de qualidade – o software numa perspetiva de ferramenta e não de obra acabada, que é como as coisas devem ser.

Nestes workshops, a minha tarefa não é desenrolar o novelo da fotografia pelo participante, mas antes indicar as várias pontas por onde ele deve ser desenrolado – e, de acordo com a personalidade, gostos e estilo de cada um, sugerir como o deve fazer.

© Ana Pedrosa. A vista da sala de aula dos Solo Workshops ajuda à inspiração. Às vezes, até as oportunidades fotográficas vêm ter connosco.

Cada um de nós tem um potencial enorme à espera de ser despertado. Às vezes, só é preciso um cenário propício e alguém por perto para ajudar. É que o click do título deste post não é o do rato do computador, nem sequer o da câmara fotográfica…

…É, tão-só, o clique mental que pode fazer acontecer o que de melhor há em nós.

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Duas faces da mesma moeda

04/04/2012

Quando se encara a vida com pragmatismo, e a curiosidade e o prazer de novas experiências superam a importância do dinheiro ou do prestígio, o resultado pode ser tão surpreendente quanto gratificante.

Um quadro improvável captado por Emília Pires num recanto de sua casa.

Poucos meses haviam passado da minha mudança para Bragança quando recebi um convite invulgar. Uma associação local convidava-me para ministrar um workshop de fotografia para habitantes da pequena aldeia de Portela. Os alunos teriam entre 58 e 85 anos, e era a primeira vez que estariam em contacto com câmaras fotográficas digitais.

A alegria durante um trabalho agrícola. Maria Assunção conseguiu a naturalidade que tantas vezes escapa a fotógrafos profissionais.

Parece fácil, mas é tudo menos isso.
Como se organiza, então, um programa para pessoas que nunca experimentaram conceitos de luz, perspetiva e composição associados à imagem fotográfica?
Como fazer com que os seus dedos robustos – habituados a cavar, amassar farinha e demais tarefas campestres – passeiem agilmente entre os minúsculos e sensíveis botões de uma câmara compacta?
E – antes de tudo – como espicaçar a pouca curiosidade que inicialmente nutriam por este assunto?

Teresa Afonso concentrou-se na sua gata e nas crias recém-nascidas.

O objetivo não se afigurava nada fácil, como ficou provado pelas horas que passei à secretária na tentativa de dosear corretamente uma receita que funcionasse. Volvido este tempo, posso agora dizer que este foi o workshop mais difícil que até hoje enfrentei.

Maria do Rosário mostra-nos a sua casa. Um olhar puro, genuíno, de uma realidade que não é comum ver em exposições.

Os resultados compensaram largamente as preocupações. Pouco a pouco, os participantes – ou as participantes, já que havia apenas um homem – lá foram captando aquilo que a sensibilidade individual lhes apontava. Na maior parte dos casos, as temáticas escolhidas espelhavam o seu quotidiano, estivesse ele contido no sofá e no louceiro lá de casa, numa jarra de flores, no gato de estimação, nos trabalhos da horta ou na visita que os netos fizeram durante o fim de semana. Fotografias espontâneas, puras, de um universo pessoal que só muito raramente chega aos olhos do público.

Os participantes e as suas obras. Foto de Isabel Pinto, co-autora de um livro sobre o projeto Entregerações, da Fundação Calouste Gulbenkian.

Deste enorme conjunto de imagens, resultou uma exposição que, ainda antes de passar pela Biblioteca Municipal de Bragança (com direito a visita organizada para os orgulhosos autores), esteve patente em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian – patrocinadora do projeto Entregerações, do qual esta experiência faz parte.

Mas esta é apenas uma das faces da moeda de que falo no título.
A outra – a minha própria exposição, a decorrer atualmente em Zamora – foi consequência direta desta pequena grande aventura com os habitantes de Portela.
Não cabe aqui explicar os contornos de como isso aconteceu, fica apenas a ideia de que as coisas (aparentemente) menores desaguam noutras (aparentemente) maiores.

Às vezes, a vida presenteia-nos com coisas destas. Um sinal claro de como é bom mantermos um espírito aberto.

A exposição Fronteira Invisível decorre na sala de exposições da Fundação Rei Afonso Henriques, em Zamora.

Solo mio

07/06/2011

Ando para aqui a fazer workshops há mais de 10 anos – sobre estética fotográfica, sobre técnica, workflow, viagens, natureza…, no Porto, em Lisboa, em Espanha, na Turquia e até numa aldeia vizinha do local onde agora vivo – e fica-me sempre uma ponta de angústia quando se trata de ajustar um discurso que sirva as expectativas da plateia.

A sala de aulas dos workshops individuais é espaçosa e tem muita luz.

Habitualmente, promovo uma apresentação individual para melhor perceber quem tenho à frente; mesmo assim, não consigo evitar repetir assuntos que alguém assimilou há muito ou, pelo contrário, nomear conceitos conhecidos como se todos tivessem obrigação de já os ter aprendido.

A paisagem reflectida no espaço interior dos Solo Workshops.

Nada mais natural.
Os grupos que se reúnem por ocasião de um qualquer workshop são muito heterogéneos… há quem conheça a fundo todas as funções da câmara fotográfica e apenas sinta insuficiências nas questões estéticas e criativas, e quem não tenha qualquer problema em isolar visualmente grandes imagens… para logo a seguir as condenar com uma velocidade demasiado lenta ou uma profundidade de campo particularmente ingrata. Todos os participantes, no entanto, estão ali porque o tema interessa a sensibilidades, experiências e conhecimentos muito distintos. No final, é frequente receber comentários de que “o workshop superou as expectativas”, ouvir alguém de sorriso nos lábios confessar “aprendi muito” e, pelo meio, mais uns quantos a perguntar “quando é o próximo?”.
Ou a experiência me tem realmente valido nestas coisas, ou as pessoas estão a ser muito simpáticas comigo.

A experiência do espaço muda radicalmente com as estações; por agora está assim...

Seja como for, entendi que já era altura de abrir caminho a aulas particulares… uma espécie de consultório técnico-artístico onde as maleitas de cada um serão alvo de atenção particular mediante, até, de “métodos complementares de diagnóstico” previamente solicitados (um inquérito que permite apurar melhor as necessidades do fotógrafo em causa).

... mas no Outono é assim...

A ideia dos SOLO Workshops não é nova nem original – apenas o nome saiu de uma reflexão pessoal. Há muito que nos Estados Unidos se fazem workshops “One on One”, também chamados “One to One”, dedicados às questões fotográficas e, como o próprio nome indica, incidindo sobre as necessidades específicas de um indivíduo.
Em 2001, no âmbito do workshop colectivo “The Lyrical Moment”, ministrado em Santa Fe, Novo México, por David Alan Harvey (fotógrafo da Magnum e National Geographic), também eu pude beneficiar dos méritos desta forma personalizada de ensino – só que apenas durante uma hora… o resto era andar em campo e assistir a sessões matinais com mais 13 colegas americanos, cada um com o seu projecto fotográfico.
Mas há que dizer que foi aquele curtíssimo “One to One” que me deu a confiança para apostar na estética de um projecto do qual eu próprio duvidava: a história de um triângulo familiar na intimidade de um lar americano insolitamente simples: sem água canalizada nem electricidade.

... e no Inverno assim

Não quero, nem por sombras, comparar-me a estes fotógrafos de grande calibre, mas estou consciente que o meu percurso profissional de 16 anos, mais 15 como amador, me permite enveredar com toda a segurança pelo caminho de formador à la carte.
Um cenário idílico como sala de aula e uma refeição caseira in situ farão com certeza o resto.

Uma imagem do projecto que beneficiou do curto One to One que tive com David A. Harvey

Vai um Porto?

04/04/2011

Confesso que, às vezes, não sei bem o que esperar dos workshops que idealizo.
Os grupos de participantes têm sido tão heterogéneos – na sensibilidade, na experiência e nos gostos – que me é sempre difícil prever os resultados práticos para cada pessoa que investe numa formação deste tipo.

© Marcos Oliveira. Eis como uma simples tampa de saneamento serve de plataforma para uma bela imagem da Cadeia da Relação. Excelente luz, perspectiva inteligente e composição irrepreensível.

Enquanto desenvolvia o programa para o workshop Um Novo Olhar Sobre o Porto, no silêncio do meu “bunker” criativo, estava longe de adivinhar que seria realmente possível levar estes fotógrafos a interiorizar o conceito e a produzir imagens deveras interessantes em poucas horas… de um fim-de-semana chuvoso.

© Ana Rosas Oliveira. Muito salitre e espuma no ar... a identidade marítima portuense a fechar o périplo pela cidade.

A ideia que apresentei a Serralves consistia numa abordagem fotográfica ao espaço urbano, tendo diversas facetas da cidade do Porto como pano de fundo.
Assim, iniciámos um périplo que nos levou dos aspectos contemporâneos do Museu de Serralves aos clássicos da Baixa, e da emblemática Ribeira até à frente marítima da Foz. Chamei a isto: Porto Novo, Porto Vintage, Porto Fluvial e Porto de Mar.

© Joana Pinhal. As portadas de madeira naquele vermelho "sangue de boi", o vidro meio opaco e a própria janela como moldura... o romantismo da cidade numa foto.

Abrindo com uma manhã de contextualização em sala e fechando com uma tarde de revisão das imagens também em sala, o espaço para a captação estava reduzido a uma verdadeira corrida visual, capaz de deixar mal o mais experiente dos fotógrafos.
É por isso que me sinto orgulhoso dos participantes. Porque apesar do horário exigente (com mudança de hora traiçoeira pelo meio), do frio e da chuva, da distância (alguns vieram de longe) e das insuficiências técnicas, conseguiram demonstrar que ainda não há tecnologia que se sobreponha à sensibilidade pessoal e à capacidade de olhar.

© Rodrigo Cardoso. O Douro na versão prata. Às vezes, a simplicidade é a melhor abordagem possível.

E se melhor prova não houvesse, digo-vos que o simples facto de rever estas imagens me deixou cheio de vontade de deambular pelo Porto dias a fio.

Podíamos perfeitamente chamar ao resultado final… Portobello!

© Fernando Rodrigues. Um gelado saboreado a olhar para o jardim (à espera que a chuva passe?). Os grandes envidraçados do Museu de Serralves permitem estar lá fora mesmo quando estamos cá dentro.

© António Botelho. Houve quem visse os corredores desenhados por Siza através das obras contemporâneas que lá estão expostas. A arquitectura através da arte... haverá melhor forma de retratar o Porto contemporâneo?

© Cláudio Alves. Robert Doisneau dizia: "sugerir é criar, descrever é destruir". Aqui está um bom exemplo de como a técnica (profundidade de campo) pode servir a estética.

© Pedro Pais Rodrigues. Houve quem visse um verdadeiro rio na superfície molhada de um banco. A madeira escura possibilitou um reflexo perfeito da ponte D. Luís... o desafio visual do "Porto Fluvial" estava mais do que ganho.

Por onde tudo devia começar…

26/04/2010

A fotografia é uma forma de expressão artística tangível e relativamente democrática. Mas também pode ser uma enorme fonte de frustrações, quando fotógrafo e máquina não se entendem. Animai-vos, almas perdidas nos circuitos digitais: tenho andado a pensar na reconciliação.

Para que serve este botão? Porque é que as minhas fotos ficam tão deslavadas? Afinal “WB” não é white & black, mas sim white balance… e o que é isto, afinal? Se eu colocar em “AUTO”, fica sempre bem, certo? (não, errado! – digo eu).
Estas e muitas outras perguntas são-me colocadas em quase todas as actividades que organizo, e embora eu esteja ali para esclarecer dúvidas, não deixa de ser preocupante constatar o enorme fosso que existe entre um artista em potência e as ferramentas do ofício. Tenho conhecido pessoas de grande sensibilidade visual que nunca conseguem traduzir em fotografia toda a riqueza do seu discurso estético. E, no entanto, bastava mexer num botão ou dois para conseguir exactamente o que se pretende. A tecnologia tem a sublime perversão de nos fazer pensar que tudo fica mais fácil. Em parte, isto é verdade, porque as opções que hoje temos nas máquinas fotográficas permitem, mais do que nunca, fazer as coisas como queremos: podemos aumentar a sensibilidade (ISO) de um fotograma para outro (conseguindo, assim, imagens em sítios de pouca luz ambiente sem ter de disparar o flash), alternar entre fotografia a preto e branco e cor sem a maçada de trocar de película, visualizar e corrigir os resultados enquanto estamos no local… já para não falar no tempo e dinheiro que poupamos em deslocações aos laboratórios e nas revelações que o sistema analógico implica.

As minhas máquinas: um telemóvel, uma compacta e duas reflex. Em todas elas sei o que procurar e onde.

Algumas pessoas que me conhecem há mais tempo ficarão surpreendidas com este discurso: também eu já amaldiçoei a fotografia digital e quase jurei nunca me converter a tal religião. Comprei a minha primeira reflex digital – uma Nikon D200 – em Janeiro de 2006 e só a retirei da caixa em Junho, tal era o receio de lidar com tantos botões; e quando finalmente peguei nela, descobri que os resultados ficavam muito aquém dos meus queridos slides! A adaptação foi traumática e muito sofrida, mas hoje posso afirmar que tudo se resume a compreender as ferramentas, porque câmaras digitais e analógicas funcionam de maneira diferente. O facto das máquinas digitais nos darem muitas opções, transformam-nos em crianças numa loja de rebuçados: estamos cercados de boas opções, mas ficamos tão baralhados com a diversidade de sabores que saímos de mãos a abanar, quando chega a hora de encerramento. Pelo menos é isto que me ocorre, sempre que vejo pessoas manhãs inteiras à luta com o botão “menu”, enquanto uma fantástica luz dourada banha a paisagem, arco-íris duplos aparecem nos céus e, ali mesmo ao lado, passam corços, lobos e até unicórnios (ok, já estou a exagerar, mas… percebem a ideia?). E tudo isto, para descobrir que as funções que se acedem no botão “menu” são, afinal, pouco ou nada importantes para conseguir boas fotos (ajustar o fuso horário não vai ajudar a captar o arco-íris que acabou de perder por estar obcecado com o LCD!).

E assim nasce o workshop “Eu e a Minha Máquina” ou “Por Onde Tudo Devia Começar”. É lá que vou dissecar as funções REALMENTE vitais de qualquer máquina fotográfica, para obter resultados consistentes e nunca mais deixar escapar as boas oportunidades.
Se vissem as fotos de unicórnios que eu já consegui…!

P.S.: Poderá ver as datas e locais deste novo workshop na coluna da direita ou em www.antoniosa.com – “Eventos”

Chuvadas outonais… que as há, há.

11/12/2009

Entre passeios fotográficos e workshops, as actividades deste Outono foram suficientemente húmidas e frias, honrando os bons velhos dias da estação (que julgávamos para sempre perdidos neste mundo climaticamente alterado).

Na primeira edição do “Outono no Barroso” fotografámos carvalhais, líquenes, lameiros verdíssimos e uma profusão de cogumelos. Depois, inspirados pelas imagens de Georges Dussaud, experimentámos o universo preto e branco de Pitões as Júnias: vielas, currais, gado e pastores com as suas capas de lã. As últimas imagens de cada dia eram quase sempre captadas sob uma luz crepuscular, ao que se seguiam magustos improvisados por bons amigos (obrigado, João!) e longos jantares retemperadores.

Na segunda edição, acho que nos virámos mais para a aura sobrenatural daquelas paragens – mosteiros perdidos na bruma, alminhas iluminadas de forma surreal e bosques que pareciam tirados de Blair Witch Project. Não sei se foi influência de sexta-feira 13 (que em Montalegre é coisa séria), ou se por a chuva ser agora ainda mais intensa do que na semana anterior, mas a verdade é que foi assim que vivi estes dias.

Valeu-nos o fantástico alojamento em Tourém (quartos quentinhos e jantares épicos) e o novo Ecomuseu do Barroso onde passámos uma manhã inteira, por imperativos meteorológicos nunca antes experimentados.
No final, acho que valeu a pena. A avaliar pelos sorrisos nas fotos de grupo, todos parecem concordar que mais vale apanhar uma molha no campo, que uma seca em casa!

Uma outra actividade, que teve a sua edição inaugural no final de Novembro, foi o “Workshop Avançado de Fotografia da Natureza”, realizado em parceria com o estúdio fotográfico portuense R93. Após uma semana de aulas pós-laborais, partimos para dois dias de prática em ecossistemas distintos: montanha e zona húmida.

No Baixo Vouga, durante a chuva...

... e logo após um aguaceiro.

Esta última, era escusado estar tão húmida, mas a dose de trovoada e granizo que caiu (vividos dentro dos automóveis) trouxe também uma luz fantástica… talvez mesmo a melhor luz que apanhei neste Outono. E ficou a satisfação de pôr em prática todos os conceitos teóricos, incluindo o módulo dedicado ao planeamento fotográfico em função da meteorologia. Para o ano há mais!

Al fama e proveito

13/10/2009

Alfama_1

A primeira edição Lisboa do workshop “Viagem: uma nova abordagem”, realizou-se no passado fim-de-semana, com 15 participantes a verem-se obrigados a subir e a descer as escadarias de Alfama em busca da foto perfeita. O toque de exotismo veio dos sabores da gastronomia nepalesa, num agradável restaurante lá do bairro, onde pudemos finalmente esticar as pernas (a edição Porto passou pela cozinha japonesa). Este workshop destina-se a viajantes que gostam de fotografar e a fotógrafos que querem viajar… para que ninguém se sinta excluído.

painel de azulejos em chafariz e a caixa que me chamou a atenção

painel de azulejos em chafariz e a caixa que me chamou a atenção

Durante a prospecção, percorri Alfama ao fim de tarde e noite, e fiz uma pausa num cafezinho onde reparei num lote de revistas numa caixa de Porto Ramos Pinto, da Quinta de Ervamoira. Pois é precisamente nessa quinta que se realizará parte do passeio fotográfico ao Alto Douro Vinhateiro, também agendado para este mês. E assim, enquanto se saboreia uma bica, se vai num instante do litoral ao interior; chama-se a isto… Espresso do Oriente!