Um mar (gelado) de hipóteses

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Hoje de manhã levei os miúdos à escola. Estavam 4 graus negativos… tem sido assim nos últimos dias.

O tempo está seco, mas onde quer que haja um pouco de água, ela encontra-se no estado sólido, emprestando uma certa magia às coisas mais banais. Claro que eu gostava de um pouco de neve por estes dias, mas enquanto ela não volta a cair, percorro mentalmente algumas hipóteses criativas que esta água cristalizada já me ofereceu.

O melhor equipamento para esta tarefa é um bom par de olhos e outro de luvas, além da câmara fotográfica, claro, que pode muito bem ser uma compacta (fazem maravilhas nas macros!)

É nestes dias que a nossa atenção abandona os horizontes vastos da paisagem para se concentrar no solo, onde este universo vítreo se reconstrói a cada madrugada.

Neste tipo de fotografia, as hipóteses criativas são como os cogumelos: o mais difícil é ver a primeira… depois, ficamos horas de rabo para o ar num crescendo de entusiasmo e imagens bem conseguidas.
Foi assim num dos últimos passeios a Sanábria, quando mais de meio grupo ficou “colado” a uma grande poça gelada, quais garimpeiros em busca de uma pepita fotográfica.

E se nevar entretanto? Bom, então é só levantar os olhos do chão, esticar as pernas e reequacionar a abordagem estética.
A este propósito, para ver como se pode fazer muito com tanta simplicidade, não há como aceder ao portfolio de Lisa M. Robinson.

E assim vamos convivendo com os caprichos que a meteorologia nos reserva.

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Uma resposta to “Um mar (gelado) de hipóteses”

  1. Pedro Says:

    É bem verdade.
    Estas compactas fazem um excelente trabalho nas macro.

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