Chuvadas outonais… que as há, há.

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Entre passeios fotográficos e workshops, as actividades deste Outono foram suficientemente húmidas e frias, honrando os bons velhos dias da estação (que julgávamos para sempre perdidos neste mundo climaticamente alterado).

Na primeira edição do “Outono no Barroso” fotografámos carvalhais, líquenes, lameiros verdíssimos e uma profusão de cogumelos. Depois, inspirados pelas imagens de Georges Dussaud, experimentámos o universo preto e branco de Pitões as Júnias: vielas, currais, gado e pastores com as suas capas de lã. As últimas imagens de cada dia eram quase sempre captadas sob uma luz crepuscular, ao que se seguiam magustos improvisados por bons amigos (obrigado, João!) e longos jantares retemperadores.

Na segunda edição, acho que nos virámos mais para a aura sobrenatural daquelas paragens – mosteiros perdidos na bruma, alminhas iluminadas de forma surreal e bosques que pareciam tirados de Blair Witch Project. Não sei se foi influência de sexta-feira 13 (que em Montalegre é coisa séria), ou se por a chuva ser agora ainda mais intensa do que na semana anterior, mas a verdade é que foi assim que vivi estes dias.

Valeu-nos o fantástico alojamento em Tourém (quartos quentinhos e jantares épicos) e o novo Ecomuseu do Barroso onde passámos uma manhã inteira, por imperativos meteorológicos nunca antes experimentados.
No final, acho que valeu a pena. A avaliar pelos sorrisos nas fotos de grupo, todos parecem concordar que mais vale apanhar uma molha no campo, que uma seca em casa!

Uma outra actividade, que teve a sua edição inaugural no final de Novembro, foi o “Workshop Avançado de Fotografia da Natureza”, realizado em parceria com o estúdio fotográfico portuense R93. Após uma semana de aulas pós-laborais, partimos para dois dias de prática em ecossistemas distintos: montanha e zona húmida.

No Baixo Vouga, durante a chuva...

... e logo após um aguaceiro.

Esta última, era escusado estar tão húmida, mas a dose de trovoada e granizo que caiu (vividos dentro dos automóveis) trouxe também uma luz fantástica… talvez mesmo a melhor luz que apanhei neste Outono. E ficou a satisfação de pôr em prática todos os conceitos teóricos, incluindo o módulo dedicado ao planeamento fotográfico em função da meteorologia. Para o ano há mais!

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4 Respostas to “Chuvadas outonais… que as há, há.”

  1. margarida Says:

    Pois é, chuva em Novembro, Natal em Dezembro!

    Nada de muito complicado para ti, suponho, já que os teus olhos alumiam até as trevas.

    Fotos belíssimas! Um dias destes, quero aprender contigo!

  2. Tiago C. Says:

    Ao passarmos por Aveiro nesse sábado presenciamos o diluvio e soltamos um comentário jocoso em tua homenagem. Aqui para os nossos lados levamos com uma boa dose de neve, com direito a temperaturas glaciares. Como alguém disse “just another day at the office”. Já tinha saudades do Outono.

  3. Maria Cândida Maia Says:

    António
    …mas que beleza de fotos!…muita técnica mas o olhar e a alma são os mais importantes
    Obrigada pela partilha

  4. maria candida maia monteiro Says:

    estive presente neste workshop que recomendo ao amantes de fotografias da natureza
    realmente fotografar sob intempéries pode proporcionar imagesn únicas e de rara beleza
    após uma chuva torrencial é só esperar um pouco que um rasgo de sol pode surgir
    Origada Antonio Sá pela partilha!

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