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	<title>The Quality Times</title>
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		<title>Coisas simples, para variar</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 22:02:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passeios Fotográficos]]></category>

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		<description><![CDATA[É impressionante verificar como nesta sociedade moderna nos desviamos tanto daquilo que é, de facto, simples ou essencial. E de como o simples e o essencial nos podem fazer, de facto, mais felizes. Para 2012 desejo-vos, pois, a capacidade de saborear as coisas simples. Quando hoje de manhã fui levar os meus filhos à escola, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=1040&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É impressionante verificar como nesta sociedade moderna nos desviamos tanto daquilo que é, de facto, simples ou essencial. E de como o simples e o essencial nos podem fazer, de facto, mais felizes. Para 2012 desejo-vos, pois, a capacidade de saborear as coisas simples.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/gansos.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/gansos.jpg?w=450&#038;h=225" alt="" title="" width="450" height="225" class="aligncenter size-full wp-image-1056" /></a></p>
<p>Quando hoje de manhã fui levar os meus filhos à escola, num belo percurso de 6km, todo ele mergulhado em nevoeiro, gelo e -4ºC, levei também comigo um exemplar do <em>Principezinho</em>, de Antoine de Saint-Exupéry.<br />
Os 30 minutos de espera que separam a entrada de um e outro na escola servem, quase sempre, para ler algo ao mais novo; assim, hoje pude também reler algumas passagens desta bela peça literária.<br />
<em>O Principezinho</em> fala-nos de coisas simples. Coisas que os adultos, no seu mundo complexo e alheado, há muito se esqueceram que existem. Fala-nos da natureza – de plantas, de mamíferos, de répteis&#8230; de aves migratórias, até.<br />
E são precisamente as aves que me vêm à memória, fruto de uma experiência em Castela-Leão, onde estive recentemente com 15 participantes para uma edição inaugural de um passeio fotográfico.</p>
<p>Nas planícies a norte de Zamora havia em dezembro mais de 15.000 gansos selvagens, recém-chegados do Norte da Europa para aqui passarem o inverno. Observá-los em tal quantidade faz-nos invariavelmente refletir sobre a espantosa odisseia das migrações e o pouco que sabemos sobre elas. A mim, faz-me também sentir pequenino, quase envergonhado, perante o milenar ciclo vital daqueles seres vivos, num planeta para eles cada vez mais difícil de enfrentar. Como é para quase todos os seres vivos não humanos. Por culpa dos tais “adultos” distraídos de que nos fala <em>Principezinho</em>.</p>
<p>Felizmente, a fotografia é uma tremenda ferramenta terapêutica. Obriga-nos a focar (até mentalmente) nas coisas essenciais: observamos detalhes, avaliamos a luz, estudamos a composição, mudamos a perspetiva (também no sentido lato). Neste processo, pensamos no que vemos e, pouco a pouco, interiorizamos a beleza das coisas simples, que podem também fazer-nos mais felizes.</p>
<p>Prometi a mim mesmo fazer deste <em>post</em> um trabalho pedagógico sobre fotografia e não quero desviar-me em considerações mais ou menos filosóficas.<br />
Avanço então para imagens captadas por alguns participantes durante esse tal passeio a Villafáfila e Zamora, que mas enviaram para um comentário crítico – que segue imediatamente abaixo das fotos, tal como o remeti aos respetivos fotógrafos.<br />
As opiniões são sempre subjetivas, mas espero que as observações que faço sobre as imagens do Alfredo Costa, do Aníbal Marques e do Domingos Matos sirvam um leque alargado de pessoas que gostam de fotografia – e todos os outros que, não sendo fotógrafos, gostam de refletir sobre aquilo que veem. </p>
<p>Bom ano!</p>
<div id="attachment_1041" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/ac2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/ac2.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" title="" width="450" height="300" class="size-full wp-image-1041" /></a><p class="wp-caption-text">© Alfredo Costa - ruína de pombal ao crepúsculo</p></div>
<p>O crepúsculo é uma altura excelente para pintar com luz artificial. A estas horas, já sem a luz direta do sol, mas ainda com alguma claridade no céu, obtemos um equilíbrio perfeito entre luz ambiente e luz artificial (de uma lanterna ou de uns faróis de automóvel, p. ex.). Os resultados dependem muito do próprio objeto fotografado e do tempo de exposição, que deve manter um equilíbrio ótimo entre os dois tipos de luz. Nesta imagem, ressalta a importância de um outro aspeto: o ângulo de iluminação. De facto, só percebemos bem a textura do adobe e as cavidades onde os pombos faziam ninho porque o foco de luz é praticamente paralelo à parede. Se esse foco fosse apontado no eixo da objetiva, a luz preencheria essas cavidades tornando a imagem bem menos interessante &#8211; mais “flat”, por assim dizer. Melhor do que isto, só com algumas nuvens no céu e, talvez, uns 15 minutos mais cedo (para haver uma fusão mais natural entre a luz da lanterna e a claridade do céu). Uma perspetiva mais grande-angular permitiria também perceber melhor o contexto de planura onde o pombal se insere.</p>
<div id="attachment_1042" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/am2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/am2.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" title="" width="450" height="300" class="size-full wp-image-1042" /></a><p class="wp-caption-text">© Aníbal Marques - Plaza Viriato, Zamora</p></div>
<p>As sombras longas da manhã, a textura do pavimento e a folhagem da copa das árvores a culminar o topo da imagem conferem um padrão quase palpável. A luz é suave e muito agradável&#8230; apetece estar ali sentado a ouvir o restolhar das folhas. E, qual cereja em cima do bolo, uma pessoa ao fundo num (oportuníssimo) casaco vermelho, a conferir escala ao conjunto e a colocar-nos dentro do cenário (os editores das revistas de viagens sempre me avisaram que a inclusão de pessoas nos locais fotografados ajuda o próprio leitor a sentir-se lá). Quanto à composição e à perspetiva, nada a dizer: estão perfeitas.<br />
Podíamos aqui especular sobre a classificação desta imagem&#8230; até que ponto ela é ou não de pendurar na parede (um tipo de desafio que coloco às fotografias que faço). Eu diria que, não sendo uma obra-prima para funcionar isoladamente, é de certeza uma excelente fotografia de Zamora. Caberia em qualquer boa revista de viagens.</p>
<div id="attachment_1043" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/dm1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/dm1.jpg?w=450&#038;h=302" alt="" title="" width="450" height="302" class="size-full wp-image-1043" /></a><p class="wp-caption-text">© Domingos Matos - pombal circular</p></div>
<p>Quando a luz é boa, é meio caminho andado para uma imagem conseguida. As bonitas nuvens no céu, o verde vibrante do cereal a despontar de um solo escuro e o volume estático do pombal conferem a esta imagem uma beleza simples mas eficaz. No que toca à composição, o facto do pombal estar ao centro vai de encontro a esta ideia de monólito estático, “aterrado” na planície &#8211; perfeito, portanto. A perspetiva ligeiramente compactada daquilo que me parece corresponder a uma teleobjetiva também acaba por beneficiar a fotografia: adensa o verde ralo das ervas, tornando-o num plano visual e cromaticamente mais pujante. A imagem funciona bem como está; se num livro quiséssemos ilustrar os pombais de Villafáfila, esta seria sempre uma boa foto. No entanto, a inclusão de uma pessoa recortada no horizonte (um dos nossos colegas fotógrafos que andaram à volta deste mesmo pombal, p. ex.) conferiria escala à paisagem e ao próprio pombal. </p>
<div id="attachment_1044" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/dm2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/dm2.jpg?w=450&#038;h=156" alt="" title="" width="450" height="156" class="size-full wp-image-1044" /></a><p class="wp-caption-text">© Domingos Matos - ruína de pombal na planície</p></div>
<p>Esta imagem conta com uma luz muito bonita. A forma como a ruína do pombal se destaca no cenário deve-se ao contraste entre a luz que o ilumina e a sombra da colina por trás, proporcionada por uma nuvem. Esta situação é altamente favorável em fotografia a cor e, frequentemente, vale a pena esperar que o vento ajude neste caprichoso jogo (imagine-se uma outra foto com sombra também no primeiro plano, deixando o pombal iluminado entre duas sombras). Contrariamente à fotografia anterior, nesta creio que prefiro ver o pombal ligeiramente descentrado (como exemplifico no crop à direita). Penso que assim tiramos mais partido do (subtil) dinamismo da colina, a ondular para fora da imagem. Quanto à perspetiva, uma abordagem mais próxima do solo colocaria o pombal um pouco mais na interseção da colina, recortando-o de forma mais nítida contra o céu. </p>
<div id="attachment_1045" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/am1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/am1.jpg?w=450&#038;h=333" alt="" title="" width="450" height="333" class="size-full wp-image-1045" /></a><p class="wp-caption-text">© Aníbal Marques - pombal e laguna</p></div>
<p>Mais uma foto com excelente luz. Mas aqui, e ainda que isto corresponda a uma abordagem composicional perfeitamente assumida, custa-me ver o poste com tanta predominância. Pela sua proximidade e tamanho relativo na imagem, quase consegue eclipsar o fundo, que é deveras mais interessante e bonito (o pombal, as aves aquáticas na laguna, as nuvens). Há muito que deixei de ser purista em relação aos postes e fios &#8211; não me choca incluí-los na paisagem, se tal não a sacrificar em demasia &#8211; mas creio que uma abordagem como a da foto da direita (um crop da original) daria mais força e sentido a tudo aquilo que havia frente à objetiva e que, afinal, é bem representativo de Villafáfila. Ainda que os crops sejam uma possibilidade (e uma tentação) nesta era da fotografia digital e de software de pós-processamento, convém não esquecer que, ao fazê-los, estamos a roubar resolução à imagem. Nada melhor do que fazer trabalhar a ótica na fase de captação, sempre que possível.</p>
<div id="attachment_1046" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/ac.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2012/01/ac.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" title="" width="450" height="300" class="size-full wp-image-1046" /></a><p class="wp-caption-text">© Alfredo Costa - mercado municipal, Zamora</p></div>
<p>Esta foto do mercado é uma imagem bem conseguida, principalmente pela estrutura recortada em primeiro plano (julgo que de uma paragem de autocarros). A sua inclusão não só tapa parte do céu &#8211; aqui, de um azul homogéneo, sem particular interesse &#8211; como também ajuda a direcionar o olhar do observador para o mais relevante na imagem: o edifício do mercado. Nem todos os fotógrafos sabem disto, mas o nosso cérebro interpreta em primeiro lugar as zonas claras e focadas de uma qualquer imagem. Ao criar uma moldura escura, a estrutura em primeiro plano “afunila” o olhar para o edifício iluminado com uma bela luz de fim de tarde. Na fotografia em espaço urbano, particularmente quando se tenta captar edifícios emblemáticos, a fuga ao cliché consegue-se muito com recurso a perspetivas invulgares. Uma outra colega nossa, captou esta mesma fachada refletida numa poça de água.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/1040/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/1040/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=1040&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O cordeiro e a oliveira. Uma história de Natal</title>
		<link>http://thequalitytimes.wordpress.com/2011/12/16/o-cordeiro-e-a-oliveira-uma-historia-de-natal/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 08:56:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Pedrosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempo de qualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta história tem início em Espinho num dia de inverno, com a oferta de uma oliveira num vaso por um casal amigo. A prenda de aniversário tinha como intenção que a árvore, de não mais que 50cm e copa arredondada, fosse trazida para Bragança e plantada junto à casa, então em construção. Mas a pequena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=1027&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta história tem início em Espinho num dia de inverno, com a oferta de uma oliveira num vaso por um casal amigo. A prenda de aniversário tinha como intenção que a árvore, de não mais que 50cm e copa arredondada, fosse trazida para Bragança e plantada junto à casa, então em construção. </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/oliveira.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/oliveira.jpg?w=450&#038;h=493" alt="" title="" width="450" height="493" class="aligncenter size-full wp-image-1029" /></a></p>
<p>Mas a pequena oliveira havia ainda de passar ali várias estações, na varanda do apartamento, assolada pelo ar marítimo, atacada por uma praga de insectos, votada ao desleixo com que habitualmente trato as plantas, das quais só me lembro quando noto que estão desesperadamente a precisar de água. Mas nem por isso nos era menos estimada, a oliveira que queríamos ver crescer e frutificar em Bragança.<br />
Quando chegou a altura da mudança, o vaso entrou no camião juntamente com os haveres mais frágeis. No entanto, havia tanto que desencaixotar e arrumar, que a oliveira no vaso continuou durante mais um outono e um inverno, agora no deck em frente ao escritório onde ocasionalmente a podíamos ver coberta de neve.<br />
Até que a chegada da primavera impôs, finalmente, a escolha de um sítio definitivo onde a arvorezita pudesse ganhar raízes e atingir altura suficiente para nos dar sombra. Mas quis o acaso que essa fosse também a primavera em que um cordeiro rejeitado pela mãe encontrasse abrigo provisório cá em casa. </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/cordeiro1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/cordeiro1.jpg?w=450&#038;h=339" alt="" title="" width="450" height="339" class="aligncenter size-full wp-image-1030" /></a></p>
<p>Durante as primeiras semanas, voltámos à rotina de preparar biberões (desta vez com leite de ovelha em pó!), de despertar ao som dos balidos esfomeados da cria, de planear saídas de acordo com os seus horários de alimentação, até de a deixar adormecer ao colo.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/cordeiro2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/cordeiro2.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-1032" /></a></p>
<p>Em breve, tínhamos companhia nos passeios pelas redondezas, uma ovelha a balir quando os nossos filhos se deixavam ficar para trás, e um pequeno monstro devorador de todas as plantas tenras a que conseguisse deitar o dente. E é aqui que voltamos à oliveira, também ela cada vez mais desfolhada pelo apetite incontrolável do pequeno ovino. De nada valeu a muralha de ramos e paus que tentei erguer à volta da árvore; parecia que quanto mais tentava barricar a oliveira, mais o cordeiro arranjava forma de lá chegar. Até que um dia se deu o inevitável: já autónoma, a ovelha regressava para junto do rebanho onde nasceu, deixando no nosso prado uma planta careca, sem uma única folha.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/cordeiro3.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/cordeiro3.jpg?w=450&#038;h=431" alt="" title="" width="450" height="431" class="aligncenter size-full wp-image-1033" /></a></p>
<p>Recusando fazer o funeral à oliveira, trouxemo-la para dentro de casa. Alguns amigos que nos visitavam, hesitavam em afirmar se se tratava de um bonsai, uma escultura, ou apenas mais uma excentricidade nossa, aquilo que viam em cima do frigorífico. A verdade é que, apesar de rodeados por árvores, nos afeiçoámos muito àquele pedaço de natureza-agora-morta, de copa redonda e ramos perfeitos.</p>
<p>Recentemente, a oliveira voltou a transformar-se. Um toque de tinta branca, umas bolas coloridas feitas de lã de ovelha (pareceu-nos justo, dado os contornos desta história), e aí está ela, de novo, uma bela árvore: um símbolo da amizade que perdura e vence adversidades; um híbrido entre um cordeiro e uma oliveira; uma exótica árvore de Natal, &#8230;o que quiserem. Para mim, é sobretudo um belo objecto, que me inspira e alegra os dias quando entro na cozinha pela manhã.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/postal.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/12/postal.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-1034" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/1027/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/1027/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=1027&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O tempo, agora.</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 17:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempo de qualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta foto foi captada poucos minutos antes de escrever estas linhas, às 11h33, a cerca de 800m de altitude. Está de chuva e a temperatura exterior é de 9ºC (igual à máxima de Oslo, para hoje); a humidade relativa é de 98% (como nas florestas do Bornéu). Não sabia bem o que escrever neste post, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=1008&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta foto foi captada poucos minutos antes de escrever estas linhas, às 11h33, a cerca de 800m de altitude. Está de chuva e a temperatura exterior é de 9ºC (igual à máxima de Oslo, para hoje); a humidade relativa é de 98% (como nas florestas do Bornéu).  </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/lagomar11.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/lagomar11.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="aligncenter size-full wp-image-1009" /></a></p>
<p>Não sabia bem o que escrever neste post, por isso pensei naquilo que as pessoas falam quando não têm mais nada para falar (como quando se partilha o espaço exíguo do elevador com o vizinho do 3º esq, logo pela manhã): o tempo.<br />
Como, felizmente,  já não vivo num sítio com elevador, e todas as minhas janelas dão para a imagem que vêem acima, pensei partilhar estas conversas do tempo com todos vocês.<br />
Mas não pensem que não tenho nada para dizer. Como sempre, <em>o tempo</em> é só um pretexto para avançar para outras conversas. Por isso, a partir deste canto nordestino vou contar-vos algumas coisas.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/otono1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/otono1.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-1011" /></a></p>
<p>Às vezes, o mais importante em fotografia é vencermos a preguiça, a rotina e forçarmo-nos a sair; não precisa ser para muito longe nem temos de gastar muito dinheiro com isso. Basta bater a porta da rua, de máquina ao peito, e damos de cara com o mundo. Um mundo de possibilidades.<br />
No meu caso, e como pretexto para escrever este post, peguei numa Nikon D300, encaixei um vulgar zoom 18-70mm, vesti um impermeável, abri a porta e fui até às árvores do fundo do terreno &#8211; umas ginjeiras que agora estão com cores bonitas.<br />
No solo revestido a folhas, reparei que havia várias hipóteses fotográficas&#8230; era só uma questão de olhar uma e outra vez, fazendo variar a perspectiva e a composição, ou afastando e aproximando a câmara dos meus objectos fotográficos. A luz era fraca, mas nestes modernos equipamentos contamos com a facilidade de subir o ISO para garantir velocidades de obturador mais rápidas (garantindo fotos nítidas ao mesmo tempo que se evita andar com o tripé às costas).</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/outono3.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/outono3.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-1017" /></a></p>
<p>Desta forma, e como tantas vezes acontece, comecei a ver uma imagem dentro de outra&#8230; e mais uma dentro dessa &#8211; como é o caso das 2 fotos anteriores. Este processo de destilação visual fez-me lembrar um belo trabalho do fotógrafo americano Jim Brandenburg, publicado em 1997 pela National Geographic: a reportagem com maior número de imagens de sempre dessa revista.</p>
<p>Jim Brandenburg encontrava-se na <a href="http://web.me.com/heidinely/Jim_Brandenburg/Ravenwood_-_Jim_Brandenburg.html#grid">sua casa no Minesota</a> (rodeada de bosques e lagos fantásticos) para uma espécie de retiro criativo. Após dezenas de anos a fotografar a natureza para revistas e outros clientes, consolidando um percurso profissional notável e obtendo prémios atrás de prémios, sentiu necessidade de pôr à prova a sua real capacidade de detectar uma boa foto. Assim, decidiu fazer apenas uma foto por dia, ao longo de 90 dias&#8230; seria este o derradeiro teste pessoal ao sentido de observação e aos critérios estéticos. Nas suas próprias palavras: <em>In autumn I set out to make one photograph – one single exposure – each day for 90 days. I hoped with patience and endurance to renew my vision of the natural world. There would be no second exposure, no second chance. My work would be stripped to the bone&#8230;</em></p>
<div id="attachment_1015" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/brandenburg_ng.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/brandenburg_ng.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="size-full wp-image-1015" /></a><p class="wp-caption-text">O número de Novembro de 1997 da revista National Geographic, onde foi publicada a reportagem de Jim Brandenburg. Ontem como hoje, o que conta é o fotógrafo.</p></div>
<p>Por um mero acaso, durante esse período Brandenburg foi visitado pelo editor de fotografia da National Geographic, seu amigo, que ficou entusiasmado com toda a ideia, bem como com a beleza de alguns slides que já eram visíveis na mesa de luz  (não esqueçamos que tudo foi captado em película de diapositivo, logo sem acesso imediato aos resultados). E gostou tanto do que viu que propôs imediatamente que a National Geographic publicasse aquele trabalho.<br />
E é isto que me leva a reforçar a ideia de que a fotografia digital brutaliza, por vezes, a nossa capacidade de análise, de triagem visual, de sentido estético e de sentido de oportunidade. Tudo é fácil, tudo é rápido, tudo é tecnológico&#8230; e onde é que isso nos leva?  Bem, frequentemente, à banalidade. À inconsistência técnica. À insignificância artística e criativa. É o mal deste tempo, deste tempo de agora – como no título deste post.</p>
<div id="attachment_1014" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/brandenburg.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/brandenburg.jpg?w=450&#038;h=400" alt="" title="" width="450" height="400" class="size-full wp-image-1014" /></a><p class="wp-caption-text">Uma só foto por dia, durante 90 dias. Parece uma receita médica, e a verdade é que Jim Brandenburg encarou este desafio como uma terapia.</p></div>
<p>Mas não deitem as vossas câmaras digitais fora, porque elas não têm culpa. Em vez disso, vistam um impermeável e saiam lá para fora.<br />
Podem não estar no Minesota, podem não estar no Parque Natural de Montesinho (que também tem lobos, corços, veados e os mais belos bosques caducifólios de Portugal), mas saiam na mesma. Deambulem pelas ruas, pelos centros históricos, pela beleza das luzes públicas e dos automóveis reflectidas no asfalto molhado, ao crepúsculo. E se começar a chover de verdade, entrem num café, peçam um <em>capcuccino</em> ou um chá de especiarias bem quente, e continuem a fotografar e a reflectir bem no que estão a fazer.</p>
<p>De regresso a casa, folheiem bons livros, dos fotógrafos que mais apreciam, e continuem a tirar conclusões – como se fossem editores de uma qualquer revista.<br />
E sonhem, porque isso ainda é de borla.</p>
<p>Olhem&#8230; parece que desanuviou um pouco.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/lagomar2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/11/lagomar2.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="aligncenter size-full wp-image-1013" /></a></p>
<p>Bom Outono. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/1008/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/1008/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=1008&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>iCan!</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 17:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempo de qualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tenho iPod, não tenho iPhone, não tenho iPad. Mas o meu primeiro computador foi um Macintosh. E Macintosh continua a ser. Nunca fui muito de ligar a marcas ou a etiquetas, naquilo que elas eventualmente emprestam de prestígio; nem embarco facilmente em modas tecnológicas para acenar ao mundo que sou uma pessoa cool (que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=979&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho iPod, não tenho iPhone, não tenho iPad.<br />
Mas o meu primeiro computador foi um Macintosh.<br />
E Macintosh continua a ser.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1a.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1a.jpg?w=450&#038;h=183" alt="" title="" width="450" height="183" class="aligncenter size-full wp-image-991" /></a></p>
<p>Nunca fui muito de ligar a marcas ou a etiquetas, naquilo que elas eventualmente emprestam de prestígio; nem embarco facilmente em modas tecnológicas para acenar ao mundo que sou uma pessoa <em>cool</em> (que até dava jeito, com este calor).<br />
A tecnologia é uma ferramenta e, como ferramenta, é sempre a melhor coisa do mundo desde que sirva os meus propósitos profissionais ou pessoais.<br />
Por isso, em 1995, quando precisei comprar o meu primeiro computador, optei por um Macintosh. Não havia nada de utilização mais fácil, mais intuitiva e de design simultaneamente inteligente e bonito.</p>
<div id="attachment_993" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/applepowerbook1502.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/applepowerbook1502.jpg?w=450&#038;h=409" alt="" title="" width="450" height="409" class="size-full wp-image-993" /></a><p class="wp-caption-text">Powerbook 150... o meu primeiro computador. Em 1995 isto era design de vanguarda.</p></div>
<p>Aquela marca, como se veio a provar, não era apenas mais uma marca; ela representa também – e sobretudo – a alma do seu autor: uma pessoa sonhadora, criativa, empenhada.<br />
Às vezes, na história do mundo, aparecem pessoas assim. As lições que tiramos das suas vidas podem ser altamente inspiradoras para as nossas próprias vidas, e é por isso que tenho sempre presente o slogan da Apple: <em>Think different!</em></p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1b.jpg?w=450&#038;h=139" alt="" title="" width="450" height="139" class="aligncenter size-full wp-image-995" /></a></p>
<p>1995 foi também o ano em que mudei de rumo. De um trabalho estável, com um bom vencimento mensal e ajudas de custo, atirei-me para a incerteza de uma vida como <em>freelance</em>, movido apenas pela minha vontade de fazer o que gosto, mas sem qualquer garantia financeira – nem pelos cálculos mais optimistas, que eu insistia ver como fiáveis.<br />
Lembro-me perfeitamente do tom em que o meu pai respondeu, quando lhe comuniquei esta minha decisão. Da sua poltrona entoou de forma densa e um pouco carrancuda: “és um sonhador&#8230; tu és um sonhador”. Sendo o meu pai um empresário que subiu a pulso, baseando todas as suas opções na enorme vontade de fugir às humildes origens, claro que estas palavras transpareciam um descrédito na minha opção; mas lá no fundo &#8211; porque um pai conhece bem os seus filhos –, a mensagem também continha alguma esperança, de quem se habituara a ver, desde sempre, aquele catraio fugir à norma.<br />
Com 26 anos e já casado, não tinha propriamente de lhe dar satisfações ou fazer uma consulta (de qualquer forma, a decisão já estava tomada), mas perante o “pesado” rótulo de sonhador que me colocou, acabei por lhe transmitir um raciocínio&#8230; só para o tranquilizar: “pai,&#8230; se não sonharmos, nunca atingimos nada”. Acho que a frase caiu bem, porque afinal (embora com objectivos financeiros), esse tinha sido também o princípio orientador da sua vida. </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1c.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1c.jpg?w=450&#038;h=164" alt="" title="" width="450" height="164" class="aligncenter size-full wp-image-996" /></a></p>
<p>Em boa verdade, de uma forma ou de outra, todos somos fruto de influências. Quando, em 2001, fiz um workshop com o fotógrafo americano David Alan Harvey, ele disse-me que a sua grande inspiração tinha sido o estilo de Henri Cartier-Bresson. A isso, David Alan Harvey juntou ingredientes e temáticas pessoais, que resultaram num novo estilo próprio. E eis que, depois de muitas reportagens para a National Geographic, David Alan Harvey consegue finalmente entrar para a Magnum – a mítica agência de fotógrafos fundada pelo seu mentor (e onde só se entra por convite de outro membro).<br />
E como parte de uma interminável cadeia de passagem de testemunho, em matéria de influências, lá estava eu a aprender fotografia com um discípulo de Cartier-Bresson. Nunca serei um fotógrafo da Magnum, é quase certo, mas o percurso que fiz até hoje dá-me muitos motivos para sorrir. Se não sonharmos, nunca atingimos nada.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1d.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo1d.jpg?w=450&#038;h=107" alt="" title="" width="450" height="107" class="aligncenter size-full wp-image-997" /></a></p>
<p>E onde é que isto nos leva a Steve Jobs? Bem, ele é a prova evidente de que vale a pena sonhar e lutar pelos sonhos: ousou criar um tipo de computador diferente de tudo o que havia até aí; um computador intuitivo, fácil, brilhante, que me serviu como uma luva numa altura em que um PC era ainda, para muita gente como eu, sinónimo de “Parte Cabeças”. </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/sj.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/sj.jpg?w=450&#038;h=424" alt="" title="" width="450" height="424" class="aligncenter size-full wp-image-998" /></a></p>
<p>No fundo, a Apple representa toda a originalidade e irreverência com que Jobs enfrentou a vida. <em>Think different!</em> é o seu maior legado para todos aqueles que sempre encararam o sonho como a mais provável das realidades.  </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/logo2.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-999" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/979/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=979&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A câmara fotográfica é aquilo que fazemos dela</title>
		<link>http://thequalitytimes.wordpress.com/2011/10/01/a-camara-fotografica-e-aquilo-que-fazemos-dela/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 15:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase todas as semanas, alguém me pergunta qual a câmara fotográfica que deve comprar ou o que penso deste ou daquele modelo. Agradeço terem-me em tão boa conta, mas no ponto em que está a tecnologia, quase arrisco dizer que qualquer coisa serve. Em primeiro lugar, deixem-me pôr o dedo na ferida. Uma câmara fotográfica [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=948&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase todas as semanas, alguém me pergunta qual a câmara fotográfica que deve comprar ou o que penso deste ou daquele modelo. Agradeço terem-me em tão boa conta, mas no ponto em que está a tecnologia, quase arrisco dizer que qualquer coisa serve. </p>
<div id="attachment_954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/di.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/di.jpg?w=450&#038;h=301" alt="" title="" width="450" height="301" class="size-full wp-image-954" /></a><p class="wp-caption-text">É da luz ou do equilíbrio de brancos? É da câmara ou do fotógrafo?</p></div>
<p>Em primeiro lugar, deixem-me pôr o dedo na ferida.<br />
Uma câmara fotográfica é apenas uma ferramenta; e como qualquer ferramenta, a sua prestação depende da habilidade de quem a opera. Se me dessem para as mãos as melhores ferramentas de carpintaria e me mandassem fazer um pipo, provavelmente não passaria da primeira tábua.<br />
A história já seria diferente se me dessem apenas umas ferramentas medianas e aproveitassem a diferença de preço para me pagarem umas sessões de formação numa tanoaria: podia então chegar à segunda tábua ou até um pouco mais além!</p>
<p>Embora possa parecer mal eu fazer a apologia da formação em fotografia – porque sou parte interessada – parece-me muito pior iludir as pessoas que me consultam fazendo-as acreditar que uma câmara mais cara e sofisticada vai torná-las, de facto, melhores fotógrafos. Eis a crua realidade: não vai.</p>
<div id="attachment_955" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/di2.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/di2.jpg?w=450&#038;h=304" alt="" title="" width="450" height="304" class="size-full wp-image-955" /></a><p class="wp-caption-text">O olhar e a sensibilidade do fotógrafo não é um software que se compra nas lojas e se descarrega nas máquinas.</p></div>
<p>Dito isto, e antes que muitos leitores tenham um colapso, tenho de admitir que câmaras melhores produzem resultados melhores. Não na composição, perspetiva ou qualidade da luz (que, obviamente, dependem da sensibilidade do fotógrafo), mas sim em aspetos como resolução dos ficheiros ou fidelidade cromática, dependentes em boa parte do tamanho e qualidade do sensor ou do tipo de processador. O resto – cadência de disparo, focagem, medição de luz, equilíbrio de brancos, ISO, modos de exposição, etc. – é cada vez mais parecido de máquina para máquina, de modelo para modelo. Já nem sequer se verifica o fosso enorme entre compactas e reflexas, porque agora quem manda é a eletrónica – cada vez mais barata, cada vez mais pequena, cada vez mais eficaz. </p>
<div id="attachment_949" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/img_0822.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/img_0822.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="size-full wp-image-949" /></a><p class="wp-caption-text">Captar esta perspetiva rasante de uma placa de gelo com uma reflex teria sido 2 vezes mais complicado. As máquinas mais pequenas estão a ganhar terreno!</p></div>
<p>Por tudo isto &#8211; respondia eu há dias a mais um pedido de informação &#8211; creio que o mais importante na escolha da câmara, nos dias de hoje, são os aspetos estéticos e ergonómicos – coisas palpáveis, portanto.<br />
Eu nunca desprezei a beleza de um modelo específico na altura de comprar uma câmara fotográfica. Embora possa parecer um critério algo superficial, para mim o design sempre foi muito importante. Outro critério diretamente relacionado com o design (que não apenas o <em>look</em>) é a ergonomia: os comandos principais estão bem localizados? Operam-se de forma intuitiva? A câmara adapta-se bem à minha mão? É relativamente equilibrada no peso?</p>
<p>Como veem, se calhar não vale a pena partir a cabeça a ler as letras pequeninas das características técnicas&#8230; nem dar mais 200 euros por uma cadência de disparo de mais 2 fotos por segundo que o modelo imediatamente abaixo (que já era capaz de umas inimagináveis 8 fotos por segundo!).</p>
<div id="attachment_950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/img_0088.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/img_0088.jpg?w=450&#038;h=316" alt="" title="" width="450" height="316" class="size-full wp-image-950" /></a><p class="wp-caption-text">Esta imagem, captada com uma Panasonic Lumix GF1, foi ampliada até ao tamanho de 60x40cm.</p></div>
<p>Recentemente, dei comigo a escolher imagens para uma exposição que terá lugar em Zamora. Para minha surpresa, ao fim de umas horas de trabalho tinha à frente vários ficheiros captados com a Canon G10: uma compacta.<br />
Se parte da explicação advém do facto de eu ter recorrido bastante a esta câmara nos últimos passeios fotográficos (pela facilidade que oferece em demonstrar conceitos técnicos aos participantes e porque, de qualquer forma, nessas alturas não tenho muito tempo para fotografar para mim próprio), a verdade é que mesmo em saídas a solo, esta é a câmara mais leve, intuitiva e prática que possuo. Por outras palavras, liberta-me do peso das reflexas (e respetivas objetivas) e deixa-me mais disponibilidade mental para os aspetos criativos – os tais que fazem a diferença. É um gozo trabalhar com estes pequenos prodígios da tecnologia fotográfica!</p>
<div id="attachment_951" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/img_0087.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/img_0087.jpg?w=450&#038;h=319" alt="" title="" width="450" height="319" class="size-full wp-image-951" /></a><p class="wp-caption-text">Esta minúscula orquídea - aqui numa impressão de 60x40cm - foi fotografada no modo macro com uma Canon G10. Esta câmara consegue focar à distância de apenas 1cm dos objetos.</p></div>
<p>Mas, claro, não há bela sem senão. O tamanho e tipo de sensor que equipa uma Canon G10 – ou 11 ou 12 – fica ainda a anos-luz da qualidade oferecida pelos que equipam a mais barata das reflexas.<br />
Mas agora pergunto: o que é que vamos fazer com as imagens que exija assim tanta qualidade e rigor? Na maior parte dos casos, a resposta é um desarmante “nada!”. </p>
<p>Para preencher esta lacuna entre compactas (leves e versáteis) e reflexas (com bons sensores, visores óticos luminosos e lentes intermutáveis) surgiram  recentemente no mercado câmaras que aparentemente oferecem o melhor dos dois mundos: têm lentes intermutáveis, são pequenas, leves e têm sensores que rivalizam com os de algumas reflexas – em tamanho e qualidade). Esse caminho foi aberto pela Panasonic GF-1, seguindo-a as gerações de câmaras Olympus Pen e Sony Nex.</p>
<p>Como se não bastasse, para atrapalhar ainda mais qualquer decisão, a Fuji lançou a <a href="http://www.dpreview.com/products/fujifilm/compacts/fujifilm_x100">X100</a> (sem objetivas intermutáveis) e, logo a seguir, a <a href="http://www.dpreview.com/products/fujifilm/compacts/fujifilm_x10">X10</a> – compactas <em>state of the art</em>, com um irresistível ar <em>retro</em> e uma qualidade de fabrico irrepreensível, “made in Japan”. O sensor da X10 é mais pequeno que o da Panasonic GF1 e similares, mas depois de ver aquilo de que é capaz o micro sensor de uma Canon G10, <em>who cares</em>?<br />
Ah! Esqueci-me de dizer que o preço desta Fuji é mais do dobro das pequenas Canon G – colocando-a na mesma ordem de valor (ou até mais cara) da Panasonic GF1 e similares.</p>
<div id="attachment_952" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/fujix10.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/fujix10.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" title="" width="450" height="337" class="size-full wp-image-952" /></a><p class="wp-caption-text">A nova Fuji X10 - uma compacta com qualidade de fabrico imbatível... made in Japan, como dantes.</p></div>
<p>Chegando aqui, alguns de vocês já devem estar ansiosos para fazer uma pergunta: ó António, deixa-te de tretas e responde objetivamente: se tivesses de comprar uma só câmara, hoje em dia qual é que escolhias?<br />
Bem, creio que me inclinaria para algo como as novas <a href="http://www.dpreview.com/products/nikon/slrs/nikon_v1">Nikon 1</a>: são bonitas, facilmente transportáveis, devem ter qualidades mais do que suficientes para produzir impressões gigantes, dão para trocar de objetivas e, inclusive, utilizar as que equipam as reflexas da marca (através de um adaptador). O resto, está lá tudo, incluindo a possibilidade de fazer vídeos HD. Ah! e parece que o visor da Nikon 1 V1 tem uma excelente qualidade e cobertura de 100% (poucas reflexas o têm). Ou seja, não sendo uma reflex e não sendo uma compacta, dá-me o melhor dos dois mundos.</p>
<div id="attachment_953" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/nikon1-v1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/10/nikon1-v1.jpg?w=450&#038;h=355" alt="" title="" width="450" height="355" class="size-full wp-image-953" /></a><p class="wp-caption-text">Já viu o que faz uma Canon G10. Agora imagine uma destas, com apenas 383g...  para quê dar cabo das costas com uma reflex?</p></div>
<p>A minha segunda opção seria a Fuji X10, pela excelente construção e características, incluindo a possibilidade de fazer macro apenas a 1cm: <em>belissima</em>!</p>
<p>Esta é claramente a direção que o mercado está a levar: câmaras mais pequenas, equipadas com quase tudo que um profissional pode desejar.</p>
<p>Claro que tudo o que digo acima pode ser rapidamente posto em causa, porque se é verdade que as compactas estão a ficar cada vez mais próximas das reflexas, também é verdade que as reflexas estão a aproximar-se das compactas, naquilo que são as suas vantagens inequívocas: o tamanho e o peso.</p>
<p>Mais do que indicar o caminho certo, o objetivo deste post é pôr algumas pessoas a ponderar sobre o sentido de uma compra iminente.</p>
<p>As contribuições para esta discussão serão bem-vindas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/948/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=948&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A chegada dos gansos e outros voos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 19:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passeios Fotográficos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os passeios fotográficos que organizamos tiveram início em 2004, coincidindo com a chegada do outono. Após 40 edições, em distintas regiões de Portugal e Espanha, e ao longo das diferentes estações do ano, o outono volta a ser a época escolhida para lançar um novo destino. Villafáfila é uma localidade espanhola no centro de uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=928&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os passeios fotográficos que organizamos tiveram início em 2004, coincidindo com a chegada do outono. Após 40 edições, em distintas regiões de Portugal e Espanha, e ao longo das diferentes estações do ano, o outono volta a ser a época escolhida para lançar um novo destino.</p>
<div id="attachment_941" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/es-001642.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/es-001642.jpg?w=450&#038;h=251" alt="" title="" width="450" height="251" class="size-full wp-image-941" /></a><p class="wp-caption-text">No outono, chegam milhares de gansos-bravos às planícies de Villafafila. Este foi fotografado em El Bierzo.</p></div>
<p>Villafáfila é uma localidade espanhola no centro de uma vasta planície cerealífera que ocupa boa parte da província de Zamora, em Castela-Leão. Esta zona, também conhecida por <em>Tierra del Pan</em>, constitui o habitat de eleição para uma das maiores populações mundiais de abetarda – uma ave estepária cujo peso é recordista entre as aves voadoras.<br />
Mas esta não é a única particularidade alada da região. Com a chegada do frio às latitudes mais setentrionais da Europa, milhares de aves iniciam um voo migratório para os seus locais de invernada a sul, entre os quais se encontra Villafáfila. </p>
<div id="attachment_930" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_1184.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_1184.jpg?w=450&#038;h=179" alt="" title="" width="450" height="179" class="size-full wp-image-930" /></a><p class="wp-caption-text">Pombais tradicionais em adobe erguem-se como pagodes na planície.</p></div>
<p>É aqui, a partir do início de Novembro, que podemos encontrar mais de 25.000 gansos-bravos, em voos matinais para os campos de cereal ou em repouso crepuscular nas diversas lagunas da planície &#8211; um espetáculo mais associado ao Canadá do que à Península Ibérica e, seguramente, desconhecido da maior parte dos portugueses.</p>
<p>Mas nem só de aves vive este novo passeio fotográfico. A arquitetura tradicional tem nesta província espanhola vários exemplares de relevo – de invulgares pombais em adobe a medievais igrejas românicas – que merecem um olhar atento e uma captação fotográfica cuidada. E para quebrar a extensão fria e plana desta improvável estepe ibérica, nada melhor que uma incursão nos tons quentes da cidade de Zamora, erguida em cascata na margem direita do Douro. </p>
<div id="attachment_931" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_0020.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_0020.jpg?w=450&#038;h=338" alt="" title="" width="450" height="338" class="size-full wp-image-931" /></a><p class="wp-caption-text">Em Zamora brilham dezenas de igrejas românicas.</p></div>
<p>Entretanto, e porque muitos fotógrafos ainda não tiveram oportunidade de experimentar os destinos habituais – ou simplesmente porque não há duas visitas iguais, ainda que para o mesmo destino – vamos também realizar novas edições dos passeios fotográficos outonais <a href="http:///www.antoniosa.com/passeios/bierzo/">El Bierzo</a>, <a href="http://thequalitytimes.wordpress.com/2010/11/08/mais-vale-uma-molha-no-campo/">Douro Vinhateiro</a> e <a href="http://www.antoniosa.com/passeios/barroso/">Barroso</a>.</p>
<p>Ao longo destes sete anos, mais de 500 participantes tiveram oportunidade de partilhar experiências e abordagens fotográficas nos mesmos locais que eu escolhi criteriosamente como tema de reportagem. Grupos pequenos mas heterogéneos, alimentação e alojamento cuidados, todo o tipo de condições meteorológicas, são os ingredientes habituais destas pequenas grandes aventuras fotográficas. </p>
<p>Uma boa forma de nos sentirmos vivos.</p>
<div id="attachment_932" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/es-p015.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/es-p015.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="size-full wp-image-932" /></a><p class="wp-caption-text">Las Medulas, el Bierzo: um cenário de sonho para qualquer fotógrafo.</p></div>
<div id="attachment_933" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_1394.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_1394.jpg?w=450&#038;h=338" alt="" title="" width="450" height="338" class="size-full wp-image-933" /></a><p class="wp-caption-text">No Barroso, bruxedos, alminhas e meteorologia inclemente criam um cenário do outro mundo.</p></div>
<div id="attachment_934" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_0889.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/09/img_0889.jpg?w=450&#038;h=282" alt="" title="" width="450" height="282" class="size-full wp-image-934" /></a><p class="wp-caption-text">Douro vinhateiro: o almoço deste passeio é na casa que se vê ao fundo. Wine is bottled poetry!</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/928/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=928&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bastidores de uma foto</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 23:29:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assignments]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes, perco o rasto a alguns dos trabalhos fotográficos mais exigentes que produzo. Até que um dia, o reencontro inesperado com a tal imagem me faz relembrar todos os passos tortuosos que levaram ao seu sucesso. Recentemente, durante um workshop que ministrei no Porto, um dos participantes perguntou de súbito: António, esta imagem é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=898&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, perco o rasto a alguns dos trabalhos fotográficos mais exigentes que produzo. Até que um dia, o reencontro inesperado com a <em>tal</em> imagem me faz relembrar todos os passos tortuosos que levaram ao seu sucesso.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/pub_wp.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/pub_wp.jpg?w=450&#038;h=314" alt="" title="" width="450" height="314" class="aligncenter size-full wp-image-915" /></a></p>
<p>Recentemente, durante um workshop que ministrei no Porto, um dos participantes perguntou de súbito: António, esta imagem é tua?<br />
Tratava-se de uma fotografia concebida para o Turismo de Portugal, que agora, no âmbito desse workshop, eu recuperava para ilustrar a distorção óptica comum às grandes-angulares extremas. Acontece, que este participante a tinha visto publicada numa página integral de publicidade na revista britânica Wallpaper. Não fosse este comentário (obrigado, Tiago), talvez eu nunca viesse a partilhar aqui a história da sua concepção. </p>
<div id="attachment_914" class="wp-caption aligncenter" style="width: 243px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/wallpaper_capa.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/wallpaper_capa.jpg?w=450" alt="" title=""   class="size-full wp-image-914" /></a><p class="wp-caption-text">O número de Junho deste ano onde aparece a publicidade a Portugal</p></div>
<p>Voltemos então uns bons meses atrás.<br />
Era necessário captar uma imagem de paisagem para a campanha de promoção de Portugal no estrangeiro&#8230; uma paisagem que transparecesse Verão, sol, e que integrasse, preferencialmente, uma estrutura hoteleira/arquitectónica apelativa, depurada. Acontece que estávamos no pico de um Inverno particularmente frio e chuvoso, e os prazos não davam muita margem de manobra. Nada que me devesse assustar, no entanto, porque várias vezes tive oportunidade de comprovar que a dificuldade aguça o engenho.<br />
Assim, após centenas de quilómetros de prospecção por locais possíveis, evitando sempre bosques despidos, céus carregados e tantos outros sinais próprios da estação, acabei numa unidade hoteleira no alto da serra de Bornes &#8211; por ironia, a tão-só 45 minutos do local onde agora vivo. A paisagem de montanhas estava lá, como também estava o céu azul e a luz quente de fim de tarde&#8230; faltava apenas o modelo para conferir escala e ajudar qualquer observador a sentir-se, ele próprio, naquele local.<br />
Uns telefonemas bastaram para que um bom amigo, também fotógrafo (obrigado, Rui), me indicasse uma pessoa que se adaptou ao cenário e às imagens como uma luva. Sandra não é modelo profissional, mas a forma como interpretou as instruções e a coragem com que enfrentou os gélidos 2ºC das sessões mostrou bem a fibra de uma verdadeira transmontana (não se pode ilustrar o Verão envergando um sobretudo&#8230; e o espelho de água onde mergulhou os pés ainda estava parcialmente congelado). Obrigado, Sandra.</p>
<div id="attachment_916" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/reperage.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/reperage.jpg?w=450&#038;h=317" alt="" title="" width="450" height="317" class="size-full wp-image-916" /></a><p class="wp-caption-text">Imprimi os resultados da repérage, com indicação da respectiva hora. Depois, foi só voltar com a modelo e seguir escrupulosamente as mesmas perspectivas e composições. Quando se trabalha em contra-relógio, é crucial reduzir a margem de erro.</p></div>
<div id="attachment_917" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/escadas.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/escadas.jpg?w=450&#038;h=301" alt="" title="" width="450" height="301" class="size-full wp-image-917" /></a><p class="wp-caption-text">Para algumas perspectivas, utilizei uma escada que trouxe de casa.</p></div>
<p>Captado que estava um bom leque de imagens, seguindo com rigor de minuto as fotos da repérage, havia ainda um longo caminho a percorrer: a aprovação pelo Turismo de Portugal e, depois, o crivo e as exigências naturais dos criativos da agência responsável pela campanha &#8211; quando se fala de fotografia para fins publicitários, dificilmente o trabalho fica acabado com o fechar do obturador.<br />
Após a reunião com o Turismo de Portugal, numa viagem relâmpago a Lisboa (descrita neste <a href="http://thequalitytimes.wordpress.com/2011/02/16/o-nosso-great-north/">post</a>), fiquei mais descansado: uma das imagens servia perfeitamente a mensagem que se pretendia para a campanha. Mas isto era só a bonança que antecedia a tempestade. As exigências dos criativos, em dead-lines quase impossíveis (mas habituais nos meios publicitários) iria colocar-me na teia do software, onde me sinto menos confortável: era preciso acrescentar céu (para adaptar o formato aos diferentes media), tornar a imagem mais quente (para uma atmosfera mais própria do Verão), abrir um pouco as sombras e, por fim, corrigir a distorção óptica, bem visível nos pilares inclinados da cabana que alberga dois jacuzzi.</p>
<div id="attachment_918" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/0cf7719_wbcl.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/0cf7719_wbcl.jpg?w=450&#038;h=407" alt="" title="" width="450" height="407" class="size-full wp-image-918" /></a><p class="wp-caption-text">Acrescentar uma generosa fatia de céu, endireitar os pilares da palafita para 90º e clarear zonas das montanhas e da água foram algumas sugestões devolvidas pela agência de publicidade.</p></div>
<p>Algumas destas coisas pude fazer pela minha própria mão, mas outras – como endireitar os pilares eficazmente, sem consequências para o resto da imagem – estão longe de ser automáticas ou fáceis mesmo com as últimas versões do Photoshop®. Uma vez mais, valeu-me a ajuda de quem sabe do assunto&#8230; por sinal, um familiar de quem nem sequer me lembrei no primeiro momento (obrigado, Marco).</p>
<div id="attachment_919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/turport_original.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/turport_original.jpg?w=450&#038;h=450" alt="" title="" width="450" height="450" class="size-full wp-image-919" /></a><p class="wp-caption-text">A imagem depois dos retoques sugeridos...</p></div>
<div id="attachment_920" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/turportugal.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/turportugal.jpg?w=450&#038;h=318" alt="" title="" width="450" height="318" class="size-full wp-image-920" /></a><p class="wp-caption-text">... E a versão final, com um céu ligeiramente diferente.</p></div>
<p>A fotografia está agora a correr vários países em diferentes suportes, sob o lema “Portugal – A Beleza da Simplicidade”. Não está artificial nem desvirtua o local onde foi captada. Serviu o pedido do cliente e as exigências indispensáveis da agência de publicidade. E teve a virtude de me fazer utilizar todos os recursos que a experiência me vai concedendo: retratar o Verão no pico do Inverno, conseguir uma excelente modelo que afinal não o é, tratar digitalmente a fotografia escolhida mesmo não dominando todas as ferramentas de software.<br />
Bem vistas as coisas, experiência não é apenas conhecimento acumulado&#8230; é também – e principalmente – ter amigos a quem recorrer.   </p>
<div id="attachment_921" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/7-lisboa.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/7-lisboa.jpg?w=450&#038;h=301" alt="" title="" width="450" height="301" class="size-full wp-image-921" /></a><p class="wp-caption-text">Esta minha outra imagem, captada no âmbito de um documentário do National Geographic Channel, também foi utilizada numa campanha de promoção de Portugal que abrangeu 9 países.</p></div>
<div id="attachment_922" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/tap_polc3b3nia.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/07/tap_polc3b3nia.jpg?w=450&#038;h=222" alt="" title="" width="450" height="222" class="size-full wp-image-922" /></a><p class="wp-caption-text">Felizmente, alguém reconheceu a fotografia e enviou-me este recorte... de uma revista polaca.</p></div>
<p>P.S.: Agradeço notícias de quem souber outros paradeiros da foto que fiz para a campanha deste ano. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/898/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/898/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=898&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Solo mio</title>
		<link>http://thequalitytimes.wordpress.com/2011/06/07/solo-mio/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 14:52:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Workshops]]></category>

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		<description><![CDATA[Ando para aqui a fazer workshops há mais de 10 anos &#8211; sobre estética fotográfica, sobre técnica, workflow, viagens, natureza&#8230;, no Porto, em Lisboa, em Espanha, na Turquia e até numa aldeia vizinha do local onde agora vivo – e fica-me sempre uma ponta de angústia quando se trata de ajustar um discurso que sirva [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=874&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ando para aqui a fazer workshops há mais de 10 anos &#8211; sobre estética fotográfica, sobre técnica, workflow, viagens, natureza&#8230;, no Porto, em Lisboa, em Espanha, na Turquia e até numa aldeia vizinha do local onde agora vivo – e fica-me sempre uma ponta de angústia quando se trata de ajustar um discurso que sirva as expectativas da plateia.</p>
<div id="attachment_896" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/solo.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/solo.jpg?w=450&#038;h=338" alt="" title="" width="450" height="338" class="size-full wp-image-896" /></a><p class="wp-caption-text">A sala de aulas dos workshops individuais é espaçosa e tem muita luz.</p></div>
<p>Habitualmente, promovo uma apresentação individual para melhor perceber quem tenho à frente; mesmo assim, não consigo evitar repetir assuntos que alguém assimilou há muito ou, pelo contrário, nomear conceitos conhecidos como se todos tivessem obrigação de já os ter aprendido. </p>
<div id="attachment_876" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/img_1808.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/img_1808.jpg?w=450&#038;h=338" alt="" title="" width="450" height="338" class="size-full wp-image-876" /></a><p class="wp-caption-text">A paisagem reflectida no espaço interior dos Solo Workshops.</p></div>
<p>Nada mais natural.<br />
Os grupos que se reúnem por ocasião de um qualquer workshop são muito heterogéneos&#8230; há quem conheça a fundo todas as funções da câmara fotográfica e apenas sinta insuficiências nas questões estéticas e criativas, e quem não tenha qualquer problema em isolar visualmente grandes imagens&#8230; para logo a seguir as condenar com uma velocidade demasiado lenta ou uma profundidade de campo particularmente ingrata. Todos os participantes, no entanto, estão ali porque o tema interessa a sensibilidades, experiências e conhecimentos muito distintos. No final, é frequente receber comentários de que “o workshop superou as expectativas”, ouvir alguém de sorriso nos lábios confessar “aprendi muito” e, pelo meio, mais uns quantos a perguntar “quando é o próximo?”.<br />
Ou a experiência me tem realmente valido nestas coisas, ou as pessoas estão a ser muito simpáticas comigo.  </p>
<div id="attachment_878" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/primavera1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/primavera1.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="size-full wp-image-878" /></a><p class="wp-caption-text">A experiência do espaço muda radicalmente com as estações; por agora está assim...</p></div>
<p>Seja como for, entendi que já era altura de abrir caminho a aulas particulares&#8230; uma espécie de consultório técnico-artístico onde as maleitas de cada um serão alvo de atenção particular mediante, até, de “métodos complementares de diagnóstico” previamente solicitados (um inquérito que permite apurar melhor as necessidades do fotógrafo em causa).</p>
<div id="attachment_886" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/outono4.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/outono4.jpg?w=450&#038;h=326" alt="" title="" width="450" height="326" class="size-full wp-image-886" /></a><p class="wp-caption-text">... mas no Outono é assim...</p></div>
<p>A ideia dos SOLO Workshops não é nova nem original &#8211; apenas o nome saiu de uma reflexão pessoal. Há muito que nos Estados Unidos se fazem workshops “One on One”, também chamados “One to One”, dedicados às questões fotográficas e, como o próprio nome indica, incidindo sobre as necessidades específicas de um indivíduo.<br />
Em 2001, no âmbito do workshop colectivo “The Lyrical Moment”, ministrado em Santa Fe, Novo México, por David Alan Harvey (fotógrafo da Magnum e National Geographic), também eu pude beneficiar dos méritos desta forma personalizada de ensino – só que apenas durante uma hora&#8230; o resto era andar em campo e assistir a sessões matinais com mais 13 colegas americanos, cada um com o seu projecto fotográfico.<br />
Mas há que dizer que foi aquele curtíssimo “One to One” que me deu a confiança para apostar na estética de um projecto do qual eu próprio duvidava: a história de um triângulo familiar na intimidade de um lar americano insolitamente simples: sem água canalizada nem electricidade.</p>
<div id="attachment_887" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/inverno.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/inverno.jpg?w=450&#038;h=299" alt="" title="" width="450" height="299" class="size-full wp-image-887" /></a><p class="wp-caption-text">... e no Inverno assim</p></div>
<p>Não quero, nem por sombras, comparar-me a estes fotógrafos de grande calibre, mas estou consciente que o meu percurso profissional de 16 anos, mais 15 como amador, me permite enveredar com toda a segurança pelo caminho de formador <em> à la carte</em>.<br />
Um cenário idílico como sala de aula e uma refeição caseira <em>in situ</em> farão com certeza o resto. </p>
<div id="attachment_890" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/pecos.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/06/pecos.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" title="" width="450" height="300" class="size-full wp-image-890" /></a><p class="wp-caption-text">Uma imagem do projecto que beneficiou do curto <em>One to One</em> que tive com David A. Harvey</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/874/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=874&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Viver no campo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 23:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Pedrosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempo de qualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Oito meses passados sobre a nossa mudança para os arredores de Bragança, é altura de fazer um balanço. Muitas vezes pensei fazê-lo antes, mas achei que era demasiado cedo e tudo o que escrevesse seria contaminado pelo optimismo dos primeiros tempos – uma lua-de-mel com o sítio, como alguns amigos apelidavam as notícias felizes sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=861&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oito meses passados sobre a nossa mudança para os arredores de Bragança, é altura de fazer um balanço. Muitas vezes pensei fazê-lo antes, mas achei que era demasiado cedo e tudo o que escrevesse seria contaminado pelo optimismo dos primeiros tempos – uma lua-de-mel com o sítio, como alguns amigos apelidavam as notícias felizes sobre a mudança.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/deck1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/deck1.jpg?w=450&#038;h=302" alt="" title="" width="450" height="302" class="aligncenter size-full wp-image-864" /></a></p>
<p>Oito meses depois a alegria de viver aqui não amainou, muito pelo contrário, agora que vivemos uma Primavera gloriosa.  Por isso este post está impregnado de coisas boas.<br />
Como é então viver no campo para duas almas fascinadas com a natureza e o ritmo das estações?<br />
Viver no campo é aprender que as nogueiras são as primeiras árvores a perder as folhas, no Outono, e que os abrunheiros são os primeiros a florir. É descobrir a localização das cerejeiras-bravas no bosque porque se enchem de flores brancas no início de Abril – e hão-de distinguir-se pelas folhas cor de labareda no meio do dourado outonal.<br />
É acordar com o silêncio profundo das manhãs de neve, adiar a hora de jantar para assistir a um espectáculo de relâmpagos, sentados no jardim, ou embrulharmo-nos em sacos-camas para numa noite de Inverno ficar a contar estrelas cadentes, apontando constelações num céu liberto de poluição luminosa.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/folha.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/folha.jpg?w=450&#038;h=338" alt="" title="" width="450" height="338" class="aligncenter size-full wp-image-865" /></a></p>
<p>Viver no campo é ir buscar os miúdos à escola para ir ouvir a brama dos veados com amigos, é vê-los a sair das aulas trazendo uma caixa com bichos-da-seda, reparar que se esquecem do computador para fazerem pinturas índias com folhas de esteva e ouvi-los a fazer planos para a montagem de um abrigo com ramos.<br />
É dar um passeio de bicicleta pelos caminhos da aldeia e regressar a casa carregados de sacos com cebolas, abóboras e ramos de groselha. É ter vizinhas a bater à porta para nos oferecerem produtos do fumeiro e da horta e permissão para lá irmos sempre que precisarmos. É ter vizinhos que nos vêm ajudar a semear o prado e espreitam pelo muro para nos verem a cavar, com sorrisos complacentes – coisa exótica, assistir aos nossos primeiros passos no uso da enxada.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/lameiro.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/lameiro.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-866" /></a></p>
<p>Só vivendo no campo surgiria a oportunidade de adoptar um cordeiro, que nos segue como um cachorrinho quando saímos em passeios pelos montes. Só aqui poderíamos encontrar raposas à beira da estrada ao regressarmos à noite, observar corços a alimentarem-se num souto depois de um grande nevão, ou ter abutres a sobrevoar-nos a casa. Já para não falar da diversidade de aves que vemos da janela e justificam a presença constante dos binóculos na cozinha.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/timmy.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/timmy.jpg?w=450&#038;h=296" alt="" title="" width="450" height="296" class="aligncenter size-full wp-image-867" /></a></p>
<p>Viver no campo é ver surgir jardins espontâneos de flores silvestres à entrada da casa, ter um canteiro inesperado de papoilas frente à janela da cozinha, descobrir ginjeiras novas quando se cortam as silvas.<br />
É ficar (ainda) extasiada com os arco-irís depois de uma chuvada intensa, com a forma das nuvens neste horizonte imenso, com a paisagem por onde passo todas as manhãs a caminho da cidade, com a revoada dos estorninhos que se solta dos lameiros quando o automóvel passa.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/rio.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/rio.jpg?w=450&#038;h=332" alt="" title="" width="450" height="332" class="aligncenter size-full wp-image-868" /></a></p>
<p>Quando se vive no campo os velhos amigos já não aparecem para jantar, mas sim para passar dois ou três dias, trazendo consigo boas ideias e uma imensa tranquilidade. Estando aqui podemos partilhar tudo isto, levando-os aos nossos lugares preferidos, para chegar a casa pouco depois com a sensação que estamos de férias.<br />
Avisei que este texto estaria impregnado de optimismo, pois é assim que nos sentimos, a cada dia que passa. Perguntem-me daqui a oito anos se tenho queixas, ou estou arrependida. Mas não se admirem se, nessa altura, ainda continuar a dizer que adoro o cheiro a terra molhada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/861/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=861&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Marraquexe</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 13:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando, há poucas semanas, passeava em plena praça Djemaa el Fna, na companhia da minha família, estava muito longe de imaginar que esta seria palco de um brutal atentado. Regressei a Marrocos precisamente para mostrar aos meus filhos que o mundo é feito de diversidade; que os nossos vizinhos não são todos iguais – no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=831&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando, há poucas semanas, passeava em plena praça Djemaa el Fna, na companhia da minha família, estava muito longe de imaginar que esta seria palco de um brutal atentado.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/1_img_1538_b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/1_img_1538_b.jpg?w=450&#038;h=338" alt="" title="" width="450" height="338" class="aligncenter size-full wp-image-832" /></a></p>
<p>Regressei a Marrocos precisamente para mostrar aos meus filhos que o mundo é feito de diversidade; que os nossos vizinhos não são todos iguais – no vestuário, na língua, nas tradições, na arquitectura, nas crenças – mas que apesar disso, e no essencial, partilhamos as mesmas necessidades, as mesmas paixões, as mesmas alegrias e as mesmas tristezas&#8230; Quis mostrar-lhes como é fácil sentirmo-nos em casa em qualquer parte do planeta; quis ensinar-lhes que é nesta universalidade que reside a magia da espécie humana.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1579_b1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1579_b1.jpg?w=450&#038;h=330" alt="" title="" width="450" height="330" class="aligncenter size-full wp-image-851" /></a></p>
<p>Ter curiosidade pelo próximo, procurar entender o seu ponto de vista sem nunca tentar impor o nosso, fazer esbater a condição social, religião ou raça e saber ignorar nacionalidades, fronteiras, hegemonias e patriotismos bacocos, sempre foram princípios que me ajudaram a crescer como viajante, como pessoa e, também, como fotógrafo. </p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1530_b1.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1530_b1.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-852" /></a></p>
<p>Como muitos visitantes estrangeiros de Marraquexe, também eu passei várias vezes pelo Café Argana. Agora que explodiu, levando com ele a vida de uma quinzena de inocentes, importa travar as ondas de choque, para que estas não desencadeiem mais um terrível mal entendido. Importa lembrar que também França, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Portugal já viram, na sua história, atentados bombistas movidos por cidadãos dos respectivos países. E importa lembrar isso, porque deste lado do Estreito não faltarão pessoas a catalogar de radicais islâmicos todo um povo que não tem nada a ver com o que aconteceu.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1532_b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1532_b.jpg?w=450&#038;h=298" alt="" title="" width="450" height="298" class="aligncenter size-full wp-image-853" /></a></p>
<p>O que aconteceu em Marraquexe foi um acto de loucura – como são os tiroteios fatais nas escolas americanas, finlandesas ou alemãs. E um acto de loucura ou um atentado terrorista &#8211; tanto faz &#8211; é mau em qualquer altura, em qualquer país.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1476_b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1476_b.jpg?w=450" alt="" title=""   class="aligncenter size-full wp-image-855" /></a></p>
<p>Os meus filhos gostaram muito dos 5 dias que passaram em Marraquexe. Após o regresso, pude ver como apreciaram todas as diferenças e todas as semelhanças entre as duas culturas &#8211;  e como isso os fez crescer na admiração que vão tendo pelo mundo.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1588_b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/img_1588_b.jpg?w=450&#038;h=333" alt="" title="" width="450" height="333" class="aligncenter size-full wp-image-856" /></a></p>
<p>E porque tudo isto é precioso demais para se perder no discurso baço das televisões, ilustro este post com momentos bons da nossa passagem por aquela cidade&#8230; quanto mais não seja, em homenagem àqueles que já não os podem viver.</p>
<p><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/7_img_1575_b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/7_img_1575_b.jpg?w=450&#038;h=323" alt="" title="" width="450" height="323" class="aligncenter size-full wp-image-842" /></a></p>
<div id="attachment_846" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/8_dscf3336_b.jpg"><img src="http://thequalitytimes.files.wordpress.com/2011/05/8_dscf3336_b.jpg?w=450&#038;h=297" alt="" title="" width="450" height="297" class="size-full wp-image-846" /></a><p class="wp-caption-text">© Mariana Sá</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/thequalitytimes.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/thequalitytimes.wordpress.com/831/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thequalitytimes.wordpress.com&amp;blog=9435494&amp;post=831&amp;subd=thequalitytimes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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