L Mirandés

14/11/2009 por Ana Pedrosa

La mie pátria ten dues lhénguas é o título do artigo publicado hoje na Fugas, uma sugestão de roteiro por terras de Miranda do Douro em busca da segunda língua oficial de Portugal.

DuasIgrejas

Depois de tantos anos a percorrer Portugal ainda descobrimos mundos novos e pessoas fantásticas, como a Balbina Mendes e o Carlos Ferreira. Com a Balbina passamos manhãs a percorrer caminhos idílicos na margem de ribeiros, a procurar caminhos secretos em penedias, a apanhar legumes para o almoço junto à lareira. Ao Carlos devemos informações preciosas, livros que já partilhámos com muitos outros, e descrições apaixonantes sobre tardes passadas a pescar.
A ambos ouvimos falar, com um entusiasmo contagiante, sobre a língua com que aprenderam as primeiras palavras. Este artigo não existiria sem eles. Obrigada aos dois pelos universos que nos desvendaram.

Poetry

02/11/2009 por António Sá

Vinhas

O passeio fotográfico ao Alto Douro Vinhateiro, realizado nos dias 24 e 25 de Outubro, teve um bouquet especial. Quando se trata de uma primeira edição (ou segunda, ou terceira, tanto faz) nem sempre é fácil conseguir que todos os aspectos se alinhem para um fim-de-semana em pleno. Estas coisas vivem de uma alquimia especial entre qualidade do alojamento, alimentação, meteorologia e, claro, da beleza e potencialidades fotográficas dos sítios a visitar. E mesmo que estes ingredientes estejam todos presentes na melhor das proporções, há que ter em conta que os participantes – tal como as castas dos melhores vinhos – são muito heterogéneos, e que a inspiração do orientador nem sempre é tão boa como um ano vintage.
Mas se havia qualquer ligeira angústia típica de primeira edição, ela foi destilada em serenidade assim que avistei o esplendor outonal da Quinta de Ervamoira. Robert Louis Stevenson escreveu um dia: wine is bottled poetry. Não conheço sítio melhor do que a Ervamoira para dar corpo a esta frase.

Canon G10, ISO 100 1/100 f8

Um breve aguaceiro serviu de inspiração...

Canon G10, ISO 400 15’’ f2.8

...e pinturas de luz sucederam-se à magia nocturna das gravuras rupestres.

O Barroso no Outono

22/10/2009 por Ana Pedrosa

bétulas

Os do Barroso costumam dizer que a região tem duas estações: o Inverno e a dos Correios. Como o frio não nos assusta e um pouco de neve até calha bem, vamos levar mais alguns fotógrafos num passeio fotográfico por terras de Montalegre.
A segunda data já está esgotada, mas para a edição de 6 a 8 Novembro ainda há algumas vagas… e lugar junto à lareira, com uma posta barrosã para retemperar o corpo e o espírito.
Para obter informações sobre esta actividade enviem-nos um mail para info@antoniosa.com

Pitões das Júnias

Tourém

Hopebama

13/10/2009 por António Sá

Obama

Cá em casa temos o hábito de pendurar nas paredes mensagens que nos dão alento, transmitem optimismo ou, simplesmente, põem um sorriso nos lábios logo pela manhã. A última delas foi uma prenda de aniversário, que no passado mês de Setembro me chegou de surpresa pelo correio.
Há muito que eu desejava ter o mítico poster de Barack Obama, concebido por Shepard Fairey em 2008, e agora tenho-o finalmente nas mãos. Para além de se tratar de uma excelente criação gráfica (que já faz parte dos compêndios de design), e do alcance da palavra “HOPE” – aqui também personificada pelo meu filho -, o que conta principalmente para mim é o próprio Obama enquanto ser humano de excepção.
É certo que não poderá fazer milagres, mas é claramente uma pessoa boa, com alma e convicções. E acontece que foi eleito presidente dos Estados Unidos. É quanto me basta para ter esperança.

Penso que a única coisa que nos resta fazer é descobrir a melhor maneira de viver e as melhores razões para nos mantermos vivos. Woody Allen

Penso que a única coisa que nos resta fazer é descobrir a melhor maneira de viver e as melhores razões para nos mantermos vivos. Woody Allen

Quanto às outras mensagens, tenho frente à minha mesa de trabalho um recorte de jornal com uma citação de Woody Allen, que põe as coisas como elas realmente são e nos deixa tão “despidos” como quando viemos ao mundo (há pessoas que deviam ler isto a cada minuto!). Tenho-a ali, para nunca me esquecer do que diz.
Noutro tom, tenho também na cozinha um rectângulo de chapa que reproduz uma velha publicidade à cerveja Guinness, que comprei algures na costa Oeste da Irlanda, em 1997. Lovely day for a Guinness… esta é a tal que me põe o sorriso nos lábios.

Não, não é o Obama que vai sozinho mudar o mundo. Isso é uma tarefa reservada para uma outra atitude de cada um de nós: mais humana, mais tolerante, mais humilde, mais generosa, mais optimista. Só então poderemos concluir de cabeça erguida, como ele o faz: yes, we… !

Al fama e proveito

13/10/2009 por António Sá

Alfama_1

A primeira edição Lisboa do workshop “Viagem: uma nova abordagem”, realizou-se no passado fim-de-semana, com 15 participantes a verem-se obrigados a subir e a descer as escadarias de Alfama em busca da foto perfeita. O toque de exotismo veio dos sabores da gastronomia nepalesa, num agradável restaurante lá do bairro, onde pudemos finalmente esticar as pernas (a edição Porto passou pela cozinha japonesa). Este workshop destina-se a viajantes que gostam de fotografar e a fotógrafos que querem viajar… para que ninguém se sinta excluído.

painel de azulejos em chafariz e a caixa que me chamou a atenção

painel de azulejos em chafariz e a caixa que me chamou a atenção

Durante a prospecção, percorri Alfama ao fim de tarde e noite, e fiz uma pausa num cafezinho onde reparei num lote de revistas numa caixa de Porto Ramos Pinto, da Quinta de Ervamoira. Pois é precisamente nessa quinta que se realizará parte do passeio fotográfico ao Alto Douro Vinhateiro, também agendado para este mês. E assim, enquanto se saboreia uma bica, se vai num instante do litoral ao interior; chama-se a isto… Espresso do Oriente!

Mais uma vez: luz, perspectiva, composição.

08/10/2009 por António Sá

Sempre achei que os 3 pilares fundamentais da fotografia são a luz, a perspectiva e a composição. Por mais voltas que se dê à tecnologia, ainda não se arranjou nada que substitua estes princípios. Claro que as marcas gostam de nos fazer pensar que um pixel a mais irá transformar-nos numa versão actual e melhorada do Cartier-Bresson… mas desenganem-se: o equipamento básico de qualquer fotógrafo continua a ser o cérebro, os olhos e o coração (que não se vendem nas lojas).

Durante o passeio fotográfico na região de El Bierzo, em Espanha, de onde acabo de regressar, estive entretido com a demonstração destes princípios. Embora fotografe normalmente com Nikon, utilizei uma Canon G10 pela rapidez e simplicidade nas explicações aos participantes. Os clubistas hão-de ficar escandalizados, mas, uma vez mais, recomendo a leitura sobre o que considero o equipamento básico (parágrafo acima).

Nestas 3 primeiras imagens, voltei-me para a macrofotografia, porque tinha chovido e a luz não estava para paisagens; por outro lado, a luz difusa é excelente para detalhes, e não há como fazer uma espécie de reset visual.

Macro_1

Macro_2

Macro_3

Uma vez pacificada a questão da luz – a matéria prima desta arte – interessa saber de que lado vamos abordar o nosso objecto fotográfico. Aqui, as diferenças estéticas podem ser gigantescas, ainda que as distâncias físicas sejam de escassos metros. No moinho abaixo, e inspirado pelos exercícios visuais do participante Aníbal Marques, resolvi dar uma chance à minha própria abordagem. As diferenças entre as duas escolhas que fiz são notórias…

Moinho_2

Moinho

Por fim, a composição. Uma simples pergunta – vertical ou horizontal? – abre-nos um mundo de possibilidades, mas podemos continuar por aí adiante: à esquerda, à direita ou ao centro? Como primeiro plano, ou em pano de fundo? Claro que a luz já lá está, e também a perspectiva… mas a composição vem dar o toque final.

E assim, destes 3 ingredientes gratuitos se fazem coisas que julgávamos apenas ao alcance de milhares de euros e muito peso às costas.
(De qualquer forma… convém não esquecer a máquina fotográfica).

Castanheiros

Castanheiros_2

Profissão: repórter

03/10/2009 por Ana Pedrosa

“Ganhar metade para viver o dobro”. Esta frase ouvimo-la da boca de um engenheiro do Porto que se tinha mudado para uma aldeia da serra do Alvão, quando ainda nos dedicávamos a outras profissões. Nunca mais a esquecemos, até porque se tornou o nosso lema desde 1995, ano em que o António trocou o ordenado certo por uma vida preenchida. Três anos mais tarde foi a minha vez de o acompanhar nesta aventura, que nos tem enriquecido com momentos inesquecíveis.
As imagens abaixo, captadas num espaço de poucas horas, durante a elaboração da reportagem sobre as visitas nocturnas às gravuras do Vale do Côa publicada hoje na Fugas, ilustram o que costumamos chamar de “just another day at the office”. Rotina é um termo que não existe no nosso vocabulário.

gravura

Piscina

Segredos do Côa

19/09/2009 por António Sá

A foto abaixo saiu hoje na Fugas (suplemento do jornal Público), acompanhada por um texto de minha autoria sobre a Quinta de Ervamoira, no Alto Douro Vinhateiro. É por aqui que vamos andar no passeio fotográfico que está agendado para 24 e 25 de Outubro, numa altura em que as vinhas já estarão com estas cores quentes – assim queira Alá (e bem sei que misturar Alá com vinhas não é propriamente um exempo feliz).

Ervamoira

Rio-Côa

Esta segunda imagem (também enviada para a Fugas, mas não publicada… já estão a ver a vantagem de aceder a este blog), foi captada na Ervamoira em Maio de 2007 no âmbito da rodagem do documentário do National Geographic Channel Portugal: Um Outro Olhar. Ao meu lado, apreciando a bela luz de fim de tarde, estava o realizador espanhol Alfredo Mayo que se confessou encantado com o local. Durante os 24 dias non stop que durou a rodagem, mantivemos uma enorme cumplicidade e alimentámos um diálogo perfeito sobre questões de luz – ele por causa do documentário, eu pelas fotografias que serviriam de pano de fundo. Alfredo Mayo é bem conhecido do cinema espanhol: foi director de fotografia de filmes como Kika e Saltos Altos, de Pedro Almodóvar… foi um grande privilégio trabalhar com ele. Un abrazo, Alfredo.

Islândia

17/09/2009 por António Sá

A viagem fotográfica à Islândia correu mesmo bem! Os ingredientes estavam lá todos: cenários inspiradores, meteorologia cooperante e um grupo de 15 pessoas fantásticas que facilitaram a tarefa… orientá-los foi tão fácil como barrar skyr* numa tosta! As imagens deles hão-de aparecer por aí (estejam atentos), mas para já deixo ficar alguns apontamentos pessoais que captei nos tempos livres.

*skyr é um tipo de iogurte islandês que não é suposto barrar em tostas… mas a analogia foi-me conveniente.

Molhei os pés a fotografar este algodão-do-árctico...

Molhei os pés a fotografar este algodão-do-árctico...

Quando digo fotografar nos meus tempos livres, digo... 4h30 da manhã... e o que estiver à mão

Quando digo fotografar nos meus tempos livres, digo... 4h30 da manhã... e o que estiver à mão

Chama-se a isto... congelar o momento.

Chama-se a isto... congelar o momento.

Islândia... o único país point and shoot!

Islândia... o único país point and shoot!

... ou simplesmente... o céu na terra!

... ou simplesmente... o céu na terra!

Tempo de qualidade

11/09/2009 por António Sá

Ginjas

Foi numa manhã de ginjas que surgiu a ideia deste blog. Obrigado Ana, pelo incentivo